O que esta sucessão de governos «recuperadores» do défice e da economia nacional demonstra é que não será do governo que virá qualquer salvação dos portugueses e de um modo de vida que tem os seus dias mais do que contados. À esquerda ou à direita, as políticas macroeconómicas dos governos comprovaram a sua incapacidade para restabelecer a única economia que verdadeiramente interessa, que é a das pessoas, das suas famílias e das suas empresas ..
De resto, se o estado português declarar bancarrota, isto é, se reconhecer perante todos – os de cá e os de fora – que não tem condições de honrar os seus compromissos, a dor que todos sentiremos será forte e imediata, é certo, mas permitirá que comecemos a viver, e o próprio estado também, com o que de facto temos, sem ilusões de que podemos viver com mais, ou à conta da «ajuda» do governo e do seu crédito internacional.
.. seremos obrigados a enfrentar a nossa realidade e a recomeçar com aquilo que somos e de que formos capazes. E deixaremos este caminho de progressivo e inexorável empobrecimento, em nome de uma ilusão – a de que os governos recuperam a economia -, que nos conduzirá ao mesmo destino, provavelmente muito mais pobres e ainda mais irrecuperáveis do que já estamos, quando fatalmente lá chegarmos.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
segunda-feira, julho 09, 2012
isto vai acabar mal
de um modo ou de outro, isto vai acabar mal:
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