Até tu empresário? por Ricardo G. Francisco:
Houve algum espanto por parte de membros do Governo com a reacção (negativa) à proposta de diminuição da TSU do lado das empresa. Se não estivessem a olhar para modelos macro-económicos e tentassem perceber os impactos micro-económicos talvez não estranhassem tanto estas reacções.
A redução da TSU do lado das empresas foi apresentada como tendo uma contrapartida de aumento da TSU do lado dos trabalhadores. Isto tem 4 grandes impactos:
1. A potencial degradação das relações entre empregadores e empregados. Entenderam muitos trabalhadores que iam receber menos para “pagar aos patrões”.
4. Para empresas que não dependam dos consumos do Estado directamente, empresas que trabalham no mercado de consumo, qualquer medida que diminua o rendimento disponível é muito pior que uma medida que diminua por exemplo o investimento em infraestruturas. Não é por acaso que não foram os responsáveis pelas grandes construtoras e bancos a manifestarem-se contra esta medida.
A pergunta que todos temos de fazer é como é que pode o governo alcançar o objectivo do deficit para o ano. Por aqui continuamos a defender uma alteração substancial das funções do Estado. Pode começar já com a saída do Estado de todas as funções económicas como agente directo e limitando progressivamente a sua influencia indirecta como regulador. Em paralelo a reforma orgânica que per si tem um potencial de redução de custos directos difícil de quantificar sem ter a relação entre organogramas e custos directos.
Sem comentários:
Enviar um comentário