Promover crescimento é, segundo eles, dar subsídios (que implica impostos que oprimem a economia), criar incentivos (que distorcem o dinamismo e rigidificam a estrutura), fazer planos (que estabelecem clientelas e prejudicam negócios), ajudar sectores (que perpetua favores e encarece produtos). Esta foi precisamente a política seguida pelos sucessivos ministérios que nos trouxeram à crise. Eles achavam saber melhor que a sociedade o que havia a fazer, e o resultado está à vista. A década perdida da economia portuguesa, que já se aproxima de década e meia, foi o mais intenso período de política de crescimento da nossa história. Isto não constitui um paradoxo pelo simples facto de que crescimento económico não é política, mas economia.Cá está. De boas intenções está o Estado entupido.
É _MUITO_ diferente defender uma política pública (ex: "política de crescimento") e ser a favor do resultado alegado ("crescimento"). Quando o Estado está empenhado numa "política de crescimento", produz, às custas dos contribuintes, mais "política de crescimento" - NÃO mais "crescimento".
"Crescimento económico" não aparece passando legislação miraculosa. É resultado de muita dedicação por parte de capitalistas, empreendedores, empresários, trabalhadores - é resultado da produção de bens e serviços que as pessoas valorizam ao ponto de os comprarem com o seu próprio dinheiro.
"Política de crescimento" frequentemente é só atirar dinheiro para cima dos problemas, subsidiar empresas pouco competitivas, pagar a pessoas para fazer trabalhos inúteis, aumentar a burocracia do Estado, perpetuar o poder intervencionista de políticos.
E é o mesmo com tudo o resto. Se o Estado decidisse que a alimentação era um "direito", rapidamente teríamos racionamento e fome. Se decide que toda a gente terá acesso à habitação, temos cidades a decompor-se por causa da Lei das Rendas. Há Educação para todos, completamente desajustada do mercado. Promete crescimento económico, o país está arruinado.
Ninguém confiaria as contas domésticas a um político, ou funcionário público, mas toda a gente acha que o Estado é competente para gerir um país inteiro. O resultado está à vista.
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