Quarta-feira, Setembro 26, 2012

poupança, estabilidade fiscal, reformas estruturais

poupança, estabilidade fiscal, reformas estruturais e tempo:
Se atirar dinheiro para cima dos problemas sem os resolver não é solução, fazê-lo apenas à custa do dinheiro de quem ainda produz alguma coisa só poderá agravar mais ainda o cenário ..

A primeira, que os nossos credores sabem que esta crise, que resultou de um modelo social e económico errado, posto em prática há, pelo menos, quarenta anos e agravado fatalmente nos últimos oito, não se resolverá em dois ou três. Menos ainda se matarmos a galinha dos ovos de ouro que a poderá pagar, isto é, a economia, com impostos descontroladamente elevados e em crescendo permanente ..
No seguimento do que já está escrito, o estado terá de reformar profundamente a sua actividade, condição imprescindível para redimensionar, a sério, a sua despesa ..
Poupança, estabilidade fiscal e reformas estruturais são as condições essenciais para que Portugal possa honrar os seus compromissos com os credores. A estas condições há que acrescentar, no quadro actual, uma quarta condição inevitável: tempo, tempo razoável e humanamente sensato para reformar a sério o país.

.. uma das expectativas que levou à mudança do anterior governo era a de que um governo de Passos Coelho teria uma credibilidade superior ao de Sócrates perante os credores. Isto, obviamente, para lhes demonstrar que seria capaz de viabilizar Portugal e o estado português, e não apenas para conseguir as receitas fiscais e os empréstimos necessários a manter o modo de vida que nos arruinou. É essa demonstração que está por fazer e que os nossos credores não viram ainda. A alternativa a ela é a bancarrota inevitável.

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