Project Management. Desde o início que o Governo parece navegar à vista. O programa eleitoral era um conjunto de banalidades não quantificadas, o programa do governo idem, e desde então a coisa não mudou. Ninguém diz que é fácil a tarefa de reformar estruturalmente o Estado. Mas sem um programa, um roadmap com objectivos e prazos, finais e intermédios, nem que seja para ir adaptando ao caminho, é impossível.
As consequências são previsíveis. Se não há objectivos, a acção é ditada pelo oportunismo, e não por uma qualquer estratégia auditável. Se não há responsabilidades, ninguém puxa pela carroça, é o deixa-andar. Se não há cadência, incrementalmente faz-se pela vida - o que na cultura político-burocrática, implica empurrar com a barriga e não ceder um centímetro a qualquer mudança que não implique tocar nos "direitos adquiridos".
Se não há clareza sobre as complexidades da missão, insiste-se em chutar para a frente, massajar uns sintomas, fechar modelos abstractos, anunciar medidas psicológicas, comunicar por parábolas, cultivar pensamento mágico, gerir emoções. Se parece que o resto do país também está a fazer isto, é porque está a fazer isto. A política está boa para desenrascados, nacional-porreiros, teóricos, funcionários, e ditadores em potência.
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