As manifestações de hoje estão longe de traduzir a desaprovação em relação ao governo. A desaprovação em relação ao governo e sobretudo a desilusão com o governo é muito maior do que aquilo que viu ou verá nestas manifes pois nelas apenas está quem nunca apoiou este governo. A desaprovação em relação ao governo vê-se noutras coisas que não fosse a cápsula em que os jornalistas vivem directamente ligada ao folclore dos activismos bloquista e similares e vendo o mundo a partir das redes sociais e perceberiam que as manifestações de hoje não iam ser as maiores nem as menores de tempo algum. Alguns milhares de pessoas e imprensa militante a dar conta do grande acontecimento.Para lá desta evidência óbvia existe uma outra que entra pelos olhos dentro: quem apela à revolta da rua são os privilegiados do sistema .. que querem que o povo se revolte. Mas o povo foi para a praia. Se se querem revoltar revoltem-se eles.
.. o povo não lhes fez a vontade. O povo que vai castigar este governo através da fuga fiscal e da abstenção não está para fazer o trabalho que as élites lhe pedem. E que pedem sobretudo para que elas élites do socio-estatismo possam voltar a ter a sua vida por mais algum tempo.
É no vão-se lixar que a minha vida ninguém me tira de quem se estende ao sol e mergulha no mar nos dias das manifestações, das eleições, dos dias disto e daquilo que está a melhor expressão da resposta do povo ao governo e aos manifestantes. E les marimbam-se para o governo e para as élites incomodadas. Lá no fundo o povo gosta do país embora oficialmente lhe faça um grande manguito que é uma forma – a única que acham que lhes resta – de iludir a tristeza.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Sábado, Setembro 15, 2012
Revolta-te por mim
Revolta-te por mim:
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