Terça-feira, Outubro 02, 2012

A paternidade da dívida

A paternidade da dívida:


Temos assim que a paternidade da nossa dívida pública é alargada. Se somarmos os valores reais (euros de 2011) de aumento da dívida desde 1980 até 2009, veremos que a responsabilidade está equitativamente distribuida entre os governos liderados pelos PSD e os pelo PS, com este último tendo ligeiramente mais. Se juntarmos os dois últimos anos de Sócrates, os valores do PS aumentam drasticamente. Mas por outro lado, juntando o actual governo, volta a equilibrar; embora a coisa já esteja de tal forma que qualquer governo terá péssimos números, eventualmente sem grande responsabilidade. A culpa dos diversos governos está, não tanto na dívida em si, ou mesmo no crescimento inevitável de certas despesas; está na incapacidade de tomar as medidas necessárias para reduzir a despesa. A cada ano que passa, estas medidas necessárias tornam-se mais drásticas e mais indigeríveis pela população. Se não passámos ainda o ponto de não-retorno, deve estar iminente.

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