Quinta-feira, Outubro 04, 2012

A vida tem um preço

Sumário mal sumarizado de A vida tem um preço por Carlos Guimarães Pinto:
Em primeiro lugar, o discurso de que a vida não tem preço esbarra com a realidade económica (e física) de que os recursos são finitos. Se, como muitos comentadores afirmam, se deveria utilizar todos os recursos disponíveis para prolongar uma vida porque esta não tem preço, o que fazer quando é preciso prolongar duas vidas? E, como no caso do SNS, for preciso prolongar 10 mil vidas? .. é preciso racionar o montante de recursos utilizados para prolongar cada uma dessas vidas. É neste contexto que se torna necessário fazer escolhas ..

Contraporão alguns, com razão, que o estado incorre em várias despesas inúteis e que mais recursos poderiam ser dedicados à saúde .. mesmo que todos os recursos da economia fossem canalizados para a saúde, estes continuariam a ser finitos. Ou seja, mesmo que mais recursos fossem dedicados à saúde, teria que continuar a existir racionamento.

.. a vida não se mede apenas em anos, nem o objectivo de cada indivíduo é apenas o de prolongar a sua vida .. As pessoas querem mais da vida do que viver muitos anos, querem viver experiências, mesmo que essas experiências impliquem a utilização de recursos que não serão utilizados para lhes prolongar a vida.

Todas as pessoas têm escolhas diferentes em relação ao que estão, ou não, dispostos a abdicar para prolongar o seu tempo de vida. São preferências profundas, nalguns casos morais e que deveriam ser individuais. Infelizmente, com o sector da saúde fortemente estatizado, a maioria das pessoas jamais poderá exercer essa opção de forma livre..

Sem comentários:

Enviar um comentário