1. Supostamente o Estado "existe" para forçar soluções "boas" para o "interesse público", as "soluções" que não seriam alcançadas pela acção não arregimentada da sociedade.
2. Em consequência da arrogância intelectual (e da aberração moral) desta doutrina - afinal a vida livre em sociedade ("social" e "económica") a todos beneficia -, e porque política e burocracia são venenos para qualquer dinâmica de prosperidade, o Estado acabou por fazer aquilo que liberais sempre avisaram - arruinar o país
3. Outra consequência é que o Estado dividiu para reinar, destruiu laços de solidariedade, atomizou a sociedade, materializou as pessoas. Na bancarrota não se pode pedir às pessoas que se multipliquem em sentimentos nobres. E agora, quando não há pão -- porque o Estado a ele se alambuzou por direito "democrático" --, ninguém quer deixar de receber do bolso dos outros.
Cortes na despesa segundo os portugueses por João Miranda:
- Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.
- É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.
- Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.
- Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.
- As empresas de transportes são essenciais.
- Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.
- Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.
- A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.
- Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.
- Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.
- Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.
- Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas. E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.
- Cortar no investimento público causa desemprego.
- Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.
- Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.
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