quarta-feira, outubro 24, 2012

cosmética (2)

No seguimento de cosmética,

1. Supostamente o Estado "existe" para forçar soluções "boas" para o "interesse público", as "soluções" que não seriam alcançadas pela acção não arregimentada da sociedade.

2. Em consequência da arrogância intelectual (e da aberração moral) desta doutrina - afinal a vida livre em sociedade ("social" e "económica") a todos beneficia -, e porque política e burocracia são venenos para qualquer dinâmica de prosperidade, o Estado acabou por fazer aquilo que liberais sempre avisaram - arruinar o país

3. Outra consequência é que o Estado dividiu para reinar, destruiu laços de solidariedade, atomizou a sociedade, materializou as pessoas. Na bancarrota não se pode pedir às pessoas que se multipliquem em sentimentos nobres. E agora, quando não há pão -- porque o Estado a ele se alambuzou por direito "democrático" --, ninguém quer deixar de receber do bolso dos outros.

Cortes na despesa segundo os portugueses por João Miranda:
  1. Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.
  2. É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.
  3. Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.
  4. Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.
  5. As empresas de transportes são essenciais.
  6. Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.
  7. Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.
  8. A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.
  9. Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.
  10. Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.
  11. Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.
  12. Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas. E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.
  13. Cortar no investimento público causa desemprego.
  14. Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.
  15. Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.

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