Nessa altura serão evidentes os desvarios do passado. A estrutura megalómana dispersa por Estado central, sector empresarial do Estado, governos regionais e autarquias. Construída por décadas de contratações tantas vezes alimentadas por critérios e objectivos políticos, arredada dos mais básicos critérios de mérito e de produtividade e protegida das vicissitudes das crises e dos contribuintes que a financiam.
Será óbvio que não faz sentido pagar salários a funcionários total ou parcialmente afectos a funções sindicais. Que não faz sentido um ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território - uma secretaria de Estado gestora de fundos comunitários glorificada - ter 30 unidades orgânicas. Ou chamar serviço público a 4 canais de televisão em sinal aberto, 4 em cabo e 3 rádios de difusão nacional. Estes e tantos outros óbvios.
Naturalmente há bons funcionários públicos. Com mérito, e que terão ascendido por competência própria e boa-fé. Impõe-se dizer a estes que essa competência lhes será útil no exercício privado das suas funções, e que estas serão tão ou mais valorizadas quanto os seus préstimos profissionais sejam efectivamente procurados. Que a Sociedade não perde por um bom profissional mudar de camisola pública para privada. Não é possível perdurar no statu quo. Haja coragem.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Segunda-feira, Outubro 15, 2012
Dimitam-se
Obviamente, demitia-os! por João Luís Pinto:
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