Segunda-feira, Outubro 08, 2012

Go John Galt

Be John Galt por Carlos Guimarães Pinto:
.. Por mais politicamente incorrecto que isto seja, não é o produto do trabalhador indiferenciado das linhas de produção que faz a diferença entre uma empresa ter ou não ter lucros, fechar ou não fechar, gerar ou não gerar emprego, mas as opções de engenheiros e gestores que decidem onde alocar o capital. É a qualidade intelectual e ética de trabalho destas pessoas que mais contribui para a geração de riqueza e criação de empregos. Em qualquer sociedade estas pessoas formariam, merecidamente, a classe média-alta ..

.. Parte da pobreza do país deve-se exactamente à extorsão fiscal feita a estas pessoas, retirando-lhes o incentivo a trabalhar, inovar, investir. Sob a bandeira da caça aos ricos, atacam-se os mais produtivos (que podem ou não corresponder aos mais ricos), deixando o país com menos oportunidades de emprego e com um sector empresarial cada vez mais concentrado em sectores dependentes e protegidos do estado (até ao ponto em que, ironicamente, as taxas de imposto mais elevadas já não serão aplicadas aos mais produtivos mas àqueles que beneficiam da protecção estatal.
.. Existirão pessoas com salários de classe média que entregarão 75% de um eventual aumento salarial directamente ao estado, eliminando qualquer incentivo a ser mais produtivo, a trabalhar mais e a arriscar. É crucial para o futuro de Portugal que as medidas falhem, que a receita fiscal caia e que fique definitivamente provado que não há mais espaço para aumentos de carga fiscal. Na ausência de partidos políticos que ofereçam alternativas à ditadura fiscal, resta aos portugueses mais produtivos votar com os pés: emigrem, façam férias, estabeleçam-se em Espanha, façam os possíveis para fugir aos impostos. Os 10% nunca foram de manifestações, nem conseguem ganhar eleições, mas podem sempre votar com os pés. Be John Galt. Não há alternativa.

Sem comentários:

Enviar um comentário