Há quantos anos têm vindo os impostos a subir, sem que o défice público desça? Sem que o estado gaste menos e mostre que nos respeita? A verdade é que quanto mais alimentarmos o monstro, mais ele quererá de nós. Por isso, se para ser rico ontem, era preciso ganhar mais de 153.300 euros, hoje basta ultrapassar os 80 mil. Como é que vai ser amanhã? Há medida que o estado for precisando de mais dinheiro, surgirão novas vítimas: os novos-ricos do futuro são pobres do presente. Na verdade, os beneficiários da solidariedade socialista de hoje serão os pagantes de amanhã. Não há volta a dar-lhe. Quando lidamos com um estado ostensivamente maléfico, como o foram o comunista e o nazi, sabemos que ele não vence o nosso espírito, o nosso pensamento. A resistência começa aí, sendo possível aguentar anos de opressão. Já quando trabalhamos para um estado que se apropria do conceito de solidariedade, virando do avesso a noção de moral, a resistência torna-se difícil. Ricos já não serão apenas os que têm dinheiro, mas os que criam prosperidade, os que sonham viver melhor e os que querem trabalhar. O problema é que quando matamos o trabalho, matamos a própria vida.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Quinta-feira, Outubro 11, 2012
Novos-ricos
Novos-ricos por André Azevedo Alves:
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