sexta-feira, outubro 19, 2012

o contribuinte alomba com a irresponsabilidade estatal

Por conta alheia por João Luís Pinto:
Esta separação entre quem toma decisões e quem assume os riscos (e paga as despesas), este cenário de risco moral, alimentou todo um conjunto de perversões no domínio das energias renováveis. Constituiu todo um universo rentista de exploração dos vastos recursos (alheios) disponibilizados pelo Estado. Alimentou contratos de garantia de aquisição de energia de fontes renováveis a valores várias vezes o de mercado, pagos independentemente do interesse efectivo nessa energia, que os consumidores de energia pagarão por intermédio da factura por longos anos. Fomentou a construção de parques eólicos num momento de grande evolução tecnológica, facto que redundou no pagamento de rendas por parques entretanto obsoletos, situados em áreas premium (as primeiras), cuja exploração beneficiaria imediatamente da sua desactivação e substituição por geradores entretanto desenvolvidos.
Tudo parece estar para durar. Pelo menos enquanto persistir a tolerância por um Estado que toma decisões, mas que não assume nem custos nem riscos, e enquanto se privilegiarem cenários de ficção, ao invés de se permitir aos agentes decisões autónomas, alimentadas por informação fidedigna e real dos custos da energia que consomem.

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