Se são muitas as diferenças entre a esquerda e a direita, a crença no papel benéfico do Estado na implementação de políticas de organização social não é necessariamente uma delas. Salazar via no Estado um elemento aglutinador da nação e também uma entidade capaz de nos direccionar conforme os seus desígnios, colmatando a pouca capacidade do português de se bastar a si mesmo. Salazar não estava, aliás, longe do pensamento dominante em meados do século xx, que também marcou os socialistas europeus. As diferenças poderiam ser no caminho a seguir, nunca no papel dominante que o Estado deveria ter.
Estando o debate político, neste início de século, centrado não na discussão da estratégia a ser seguida pelo Estado, mas na sua real dimensão e papel preponderante na vida dos indivíduos, o que diferencia os políticos de hoje é a sua posição nesta matéria. Um político que atribua ao Estado um papel predominante está mais próximo de Salazar que aquele que não o faz.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Quarta-feira, Outubro 03, 2012
os estatistas estão mais próximos de Salazar
No Fio da Navalha de André Abrantes Amaral:
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