Segunda-feira, Outubro 08, 2012

Revolta fiscal dos depenados (2)

No seguimento de Revolta fiscal dos depenados, um insight que parece escapar a muita gente é que não há países prósperos onde a redistribuição seja sistematicamente preponderante à criação de riqueza. O peso relativo destas duas dinâmicas determina se um país está a empobrecer em absoluto (destruição líquida de riqueza), a empobrecer relativamente, assim-assim, ou a dar passos largos no campo da liberdade e prosperidade. Para cada Chávez tem que haver uma multidão de gente a produzir riqueza. Obama só é possível porque tem uma nação fortíssima para parasitar. O "modelo nórdico" necessita de um mercado fenomenalmente livre. A França "socialista" só é possível com um tecido económico vibrante - de gente que só parece ter acordado agora. E em Portugal estão algures. Talvez não aqui, mas algures estarão.

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