A legalização da prostituição é um assunto melindroso em sociedades como a portuguesa. Por um lado, uma forte corrente na opinião pública, com expressão no poder político há décadas, não a considera uma actividade profissional, baseando-se em critérios de moral aceitáveis, se bem que discutíveis; por outro lado, a prostituição e outras actividades decorrentes, como as referidas no vídeo, comparam-se efectivamente, numa lógica económica e social, a uma troca de serviços a troco de pagamento, como milhões de outras trocas comerciais. A diferença está no que a sociedade tem considerado a mais íntima utilização do corpo. De facto, diversas profissões usam o corpo sem qualquer problema moral envolvido: desde as profissões manuais às performativas. Muitos actores engajam-se em actividades eróticas, para não dizer sexuais (e para difusão pública), sem que haja qualquer reparo moral e social: talvez por estarem a representar ficção, enquanto os profissionais do sexo se representam a si mesmos.O absurdo é querem sacudir a imagem de "escravatura sexual" para adoptarem a realidade de uma escravatura fiscal...
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Segunda-feira, Outubro 22, 2012
"Trabalho sexual é trabalho"
[483.] "Trabalho sexual é trabalho" de Eduardo Cintra Torres:
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