sexta-feira, novembro 23, 2012

Consolidação à custa de impostos

Consolidação à custa de impostos aumenta “riscos”, diz Adolfo Mesquita Nunes:
"A possibilidade de a execução deste orçamento poder sofrer dificuldades ou vicissitudes é maior pelo facto de se ter optado por uma consolidação do lado dos impostos", disse.

"Uma consolidação do lado da receita, do lado dos impostos, tem sempre consequências na atividade económica e, como tal, o risco de podermos não conseguir alcançar as receitas que pretendemos é maior do que aquele que haveria se estivéssemos a fazer um Orçamento cuja consolidação fosse pelo lado do corte da despesa, ainda que essa consolidação pelo lado da despesa também tenha consequências na economia", sustentou.

O deputado centrista, que integrou a equipa de deputados da maioria PSD/CDS-PP que negociou com o Governo as alterações ao Orçamento do Estado para 2013, disse querer fazer no próximo congresso do CDS-PP uma "reflexão" sobre todo este processo.

"É evidente que o CDS tem que refletir, por um lado sobre a ponderação que atribuiu ao valor da estabilidade política na hora de votar este Orçamento do Estado e, por outro lado, o CDS tem o direito de refletir sobre as propostas que o CDS apresentou ao longo do processo orçamental", declarou.

Relativamente às propostas, essa reflexão deverá passar por "saber se as propostas que apresentou estavam corretas e eram as que melhor representavam o partido, se as propostas que conseguiu apresentar e fazer vingar junto do Governo são propostas que representam o eleitorado do partido e se as propostas que ficaram pelo caminho poderiam ou não poderiam ter ficado pelo caminho".

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