terça-feira, novembro 27, 2012

É deste Estado que gostam

Crónica de uma morte anunciadapor Ricardo G. Francisco:
A apresentação da proposta de OE 2013 colocou o prego final no caixão da esperança que eu e muitos dos que votaram no PSD ou no CDS tinham na implementação de reformas estruturais no Estado.

Existia a possibilidade de não terem sido implementadas até agora as ditas reformas porque estas implicariam uma mudança radical na orgânica do Estado o que só seria viável com o primeiro orçamento feito por este governo. Teria o governo aproveitado este ano em que implementou um OE desenhado à pressa em 2011, para, nos gabinetes, desenhar o Estado reformado que tantas vozes destes partidos consideraram fundamentais. Um Estado que senão ideal para as ambições liberais de tantos que votaram nos partidos da coligação, que pelo menos diminuísse as funções e peso do Estado o suficiente para diminuírem a carga fiscal que já era insuportável para quem quer trabalhar e produzir. Um Estado mais promotor de liberdade de escolha e concorrência e menos garante de benefícios de corporações de rendas de interesses instalados. Era esta a esperança. A esperança que morreu.

Neste momento está claro que não foi o caso. Andaram em 2012 a fazer a gestão corrente do Estado que é aquele que gostam. Gostavam de ter mais dinheiro de contribuintes e, porque não, dos bancos, para gastar mais neste Estado que tudo consome. Mas é só isso que gostariam de ter de diferente. É deste Estado que gostam. Está claro e não está aberto a discussões.

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