terça-feira, novembro 13, 2012

Prioridades

Prioridades por André Abrantes Amaral:
Pelo menos desde Salazar que o Estado trata os Portugueses como crianças. À época não podiam votar porque não percebiam nada de política. Agora porque não sabem escolher. Crianças a quem, oferecido o essencial, lhes foi permitido o acesso a certos luxos: a um consumismo desenfreado conseguido à custa de se ter o necessário de borla e que resultou na desresponsabilização individual. A título de exemplo, quantos não dão fortunas por bens dispensáveis, mas não aceitam pagar a educação dos filhos? Sendo a educação o bem mais duradouro que uma criança receberá, que legitimidade tem quem gasta em bens supérfluos para exigir à sociedade o pagamento de algo que é do interesse do seu filho e para o qual ele próprio não está disposto a contribuir?

Hierarquizar é escolher. Escolher faz parte da liberdade que nos foi prometida, e que é mais que o mero direito ao voto. Liberdade pressupõe escolher, sabendo que quando nos dão algo é porque foi pago por outrem. A justiça implica agir em consciência, não apenas dos nossos alegados direitos adquiridos, mas também de como eles oneram terceiros.

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