quinta-feira, novembro 01, 2012

Rant Liberal do Dia

A esquerdalha anda a dar mostras da sua fibra moral quando defende continuar a gastar dinheiro que não lhe pertence, com base em dívida que será paga por gerações futuras, ou simplesmente não pagando o que foi pedido emprestado no passado. Nada de surpreendente vindo de um conjunto de doutrinas que _necessita_ o roubo sistemático de quem produz, ou trabalha, ou consome, ou investe, ou comercializa, enfim em quem tem dinheiro honestamente ganho.

[Daí o epíteto de "esquerdalha" - pois há gente com preocupações tradicionalmente "de esquerda" mas que rejeita apologias e racionalizações do poder abusivo do Estado, propondo em alternativa a via liberal, respeitadora da liberdade e património das pessoas. A esses o meu respeito.]

Ora, dos lados opostos desta atitude imatura há quem defenda que não, o Estado tem de gastar menos, pagar dívidas, e envidar-se menos. Ora, parcialmente correcto. Que o Estado faça tudo isso deixando as pessoas em paz. Ora, este critério de separação das águas deixa muitos "deste" lado sem pé moral.

Porque alegadamente "O Estado Somos Todos Nós" e "O Estado é Pessoa de Bem", logo "todos nós" temos de alombar para que o status quo estatista - ou ligeiramente "liberalizado" - seja mantido. Sem grandes preocupações formais, a este "paradigma" aqui caricaturizado chamam "neoliberal", e nada tem de liberal.

Uma coisa é dizer que este ou outro "caminho" é mais adequado para fazer o país sair do buraco cavado pelo socialismo democrático (rosa ou laranja, há poucas diferenças). Outra é dar-lhe uma pseudo-justificação filosófica com base em pressupostos flagrantemente estatistas - e portanto socialistas.

Se politicamente há quem esteja preso a compromissos políticos assumidos no passado (a chamada "atitude de Estado"), nada obriga qualquer cidadão a demonstrar qualquer tipo de obrigação, dever, gratidão, responsabilidade, "reciprocidade" ..., na sua relação geral com o Estado.

Sempre que se alegue uma "relação implícita" que implique que a parte mais forte (porque armada de legislação, polícia, tribunais e cadeias) tenha "direitos" e a outra tenha "responsabilidades", numa organização tal que na prática configure licenças perpétuas e sempre alargadas sobre a vida, liberdade e propriedade do indivíduo e de terceiros... e sim isso também inclui que indivíduos tenham de ser pagar (seja lá como for) pelo descontrolo do Estado (seja ele qual for)... meus caros, isso não é moralmente defensável.

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