sexta-feira, dezembro 21, 2012

E que tal um pouco menos de Europa? (2)

No seguimento de E que tal um pouco menos de Europa?, E que tal um pouco menos de Europa? (2) por Adolfo Mesquita Nunes:
Quem melhor que nós pode saber o que devemos ou não produzir?

Mas assiste-se exactamente ao contrário. Mais Europa, dizem, com orçamento e governo e impostos próprios. Não sei de que forma tanta centralização nos ajudará a recuperar a capacidade de decisão depois de décadas de indicações em sentido contrário.

Segundo exemplo. Sabemos hoje que a nossa carga fiscal é insustentável por muito mais tempo. Os impostos, diz- -se, destroem a economia, sufocam os portugueses, canalizam recursos do privado para o público e transformam--nos num país pouco competitivo que perde gente e empresas e talentos para países com melhor carga fiscal que a nossa.

Seria por isso natural que os críticos da carga fiscal viessem exigir a manutenção da possibilidade de baixar os nossos impostos (pouco utilizada, bem sei), de forma a garantir a competitividade de que tanto precisamos.

Mas assiste-se exactamente ao contrário. Harmonização fiscal, dizem. Impostos iguais para todos os estados--membros. Não se pretende, note-se, uma carga fiscal mais baixa. Pretende-se obrigar os países com baixos impostos a aumentá-los, com as consequências que conhecemos na vida as pessoas e das empresas e esquecendo que a Europa tem de competir com os países emergentes.
.. Está em causa .. a necessidade de reagirmos à evidência que as últimas décadas nos oferecem: centralizar o modelo económico em Bruxelas não dá bom resultado.

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