terça-feira, dezembro 18, 2012

Liberdade à educação

Liberdade à educação por Luís Marinho no Jornal Público de 17/Dezembro/2012 (artigo só para assinantes, aqui excerto editado de versão Scribd):
Imagine o leitor, que seria obrigado a comprar o pão que come todos os dias na padaria da sua rua, não tinha escolha, independentemente da qualidade que lhe seria oferecida.

Naturalmente, se existisse legislação que o obrigasse a isso não só seria para si pouco motivante, como também haveria uma alta probabilidade da tal padaria perder qualidade e nível de serviço.

Com as escolas é pior, na medida em que é possível para alguns evitar a escola da sua rua, que são justamente os mais endinheirados que podem pagar colégios privados. Não haver liberdade de escolha da escola por parte das famílias tem portanto quatro consequências graves:
  • impedimento das famílias serem livres nas escolhas que fazem;
  • injustiça social, sendo apenas possível às classes mais abastadas escolher projectos educativos de referência;
  • uma natural falta de competição entre escolas, tendo alunos garantidos não necessitam de se esforçar muito para os atrair;
  • e um menor sentido de pertença por parte das famílias.
Uma família que escolha uma determinada escola estará naturalmente mais motivada e envolvida para a vivência do seu projecto educativo, com o consequente sucesso escolar. É tempo então de dar à educação o seu espaço de liberdade. As escolas não devem portanto ser financiadas de forma garantida. Devem ser financiadas em função do número de alunos que consigam atrair. E essa escolha apenas às famílias compete decidir.

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