sábado, dezembro 01, 2012

socialismo mal dissimulado

As noivas de Salazar:
Não, o principal sintoma do desvario do País não é o de que um orçamento socialista seja aprovado pela maioria dita de direita e criticado a título de "liberal" pela minoria de esquerda. Se houve notícia devastadoramente reveladora daquilo que hoje somos foi a da proibição, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), de um vinho chamado Memórias de Salazar.
.. até o socialismo mal dissimulado da coligação no poder seria quase suportável se existisse o reconhecimento geral de que a dita coligação é, na essência, socialista. O pior é que não existe. Pelo contrário, o consenso geral é o de que temos um Governo liberal. Ou "neoliberal". Ou "ultraliberal". Ou os prefixos da preferência dos ingénuos, dos maluquinhos ou dos vigaristas de serviço.
O programa eleitoral do PSD exibia de facto uns palpites liberais que a prática renega violentamente, notória fraude que a extrema-esquerda a que o dr. Soares desceu invoca para justificar a interrupção do mandato. Ou a extrema-esquerda desatou a sonhar com o liberalismo ou faria melhor em festejar a fraude que, com ligeiras nuances, protela a sobrevivência do sistema que defende. Em vez disso, os senhores da carta fingem-se zangados. Zangados deveriam estar os liberais. E os cinco ou seis que cabem em Portugal andam furiosos.

Sem comentários:

Enviar um comentário