sexta-feira, janeiro 04, 2013

Da absoluta irrelevância da classificação estadual

Da falta de qualidade de “Vertigo” do Adolfo Mesquita Nunes:
Ao que parece, a Comissão da Classificação de Espectáculos, que depende da Secretaria de Estado da Cultura, não atribuiu a “Vertigo”, e lá terá os seus motivos, de certeza ponderosos, o estatuto de Filme de Qualidade. Esse estatuto é, de acordo com as suas regras, que me fui dar ao trabalho de ler, atribuído aos filmes que, pelos seus aspectos artístico, temático, pedagógico e técnico mereçam esse atributo.

A circunstância de o melhor filme de todos os tempos de acordo com o British Film Institute não merecer sequer a classificação de Filme de Qualidade em Portugal (que foi atribuída, por exemplo, a filmes tão extraordinários e míticos como “A Intérprete”…) causou polémica. Entende-se.
Não sei que poderes divinos têm os membros da comissão para apreender a qualidade dos filmes. Mas a verdade é que “Vertigo” não precisou dos favores da comissão para ser classificado como melhor filme de sempre e para ser visto por milhares de espectadores.

Se há coisa que este episódio evidencia é não só a incompetência estadual em matéria de gosto mas também a absoluta irrelevância da classificação estadual para o objectivo a que supostamente se destina.

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