sexta-feira, janeiro 04, 2013

death spiral state

point of no return por Rui Albuquerque:
Num país em que o estado se habituou a gastar, sem rigor nem responsabilidade, o dinheiro dos contribuintes e de quem se dispunha a emprestar-lho, gerou-se a convicção de que a austeridade é uma política e não uma necessidade. É certo que a austeridade até agora posta em prática pelo governo tem sido mais a dos contribuintes, com aumentos sucessivos de impostos, e não tanto a do estado e da sua despesa, que só desde a penúltima avaliação da troika e dos recados que ela cá deixou se começou verdadeiramente a tentar fazer. É evidente que sacar dinheiro a contribuintes indefesos é mais fácil do que promover reformas profundas do nosso modo de vida, seja pela dificuldade em enfrentar lóbis, seja pelas limitações legais e constitucionais existentes a essas reformas, seja ainda pelas consequências sociais que cada uma delas necessariamente implica no curto e no médio prazo, e que são consequência do desmoronamento inevitável do estado social português.

Sem comentários:

Enviar um comentário