quinta-feira, janeiro 10, 2013

descalabro fiscal

compromisso fiscal por Rui Albuquerque:
O relatório do FMI, que propõe medidas concretas para reestruturar o estado português, faz sentido e é urgente, por mais que nos custe e por dolorosas que sejam muitas das suas medidas. A verdade é que, sem elas, Portugal continuará a esvair-se numa dívida pública progressiva, paga com impostos também eles violentamente progressivos, que num prazo breve darão conta do resto da economia que ainda vai sobrando, empobrecendo-nos a todos, até a um limite de difícil recuperação. As medidas do documento correspondem, sem mais, aos célebres «cortes na despesa pública», em que todos falávamos e que todos pedíamos quando nos indignávamos por ver o governo aumentar impostos sem mexer na fonte dos problemas. Chegaram agora, tarde e por mão alheia à nossa, incapazes que fomos, ao longo dos anos, de evitar o descalabro provocado pelo gigantismo estatal, que muitos de nós insistimos em continuar a não querer ver ..

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