quarta-feira, janeiro 23, 2013

O Monstro vive

O Monstro ganha um novo fôlego por Carlos Guimarães Pinto:
O monstro foi salvo e tem mais uns meses de vida. Mas há muito pouco a celebrar para aqueles que não vivem à sua sombra. Olhando para as contas, vislumbram-se poucos motivos para confiança no futuro: o monstro continua tão grande como antes, os impostos estão aos níveis mais altos de sempre e não existiu qualquer restruturação do estado ..

A cedência do Banco Central Europeu à monetização parcial da dívida é um motivo de festejo para os estatistas, porque retirará força à necessidade de reforma do estado. Todos os grupos parasitários que se sentam à mesa do orçamento, têm agora uma bolha de oxigénio e argumentos reforçados para rejeitar qualquer reforma. O estado ladrão sobrevive mais uns meses e ganha credibilidade, mas o estado não somos “nós”. Não há motivo nenhum para “nós” estarmos satisfeitos. “Nós” continuamos a pagar impostos altos, continuamos forçados a contribuir para um sistema de segurança social insustentável, continuamos a ter um país centralista e burocrático e um estado intervencionista. “Nós” continuamos a querer sair do país. Há um grupo de parasitas que irá sobreviver mais uns meses e conseguirá endividar-nos um pouco mais. Eles têm motivos para celebrar: “nós” não.

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