quarta-feira, janeiro 09, 2013

Prometer o apocalipse

Via O Insurgente, Prometer o apocalipse não é fazer oposição de Alexandre Homem Cristo:
A destruição do Serviço Nacional de Saúde. O fim da escola pública. O desmantelamento do Estado Social. As políticas salazarentas. A eugenia social que visa enriquecer os ricos e empobrecer os pobres. A ideologia do assistencialismo e da caridadezinha. O retorno à escravatura, com a revisão do código laboral. O rasgar da Constituição da República e dos valores democráticos. O perigo do ultraneoliberalismo. A obsessão pela austeridade e pela superausteridade. A defesa dos interesses do grande capital. E o isolamento político do governo.

A enumeração está longe de ser exaustiva. Muitos outros exemplos existem, todos surgindo com frequência no debate público. Todos irrealistas e irresponsáveis. E todos, em conjunto, constituindo o guião retórico a partir do qual a oposição se dirige ao governo e ao país. Engana-se quem achar que se trata meramente de uma questão de estilo. A questão é que, por detrás destes excessos retóricos, não se avista uma alternativa ou uma ideia ..

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