terça-feira, janeiro 22, 2013

Público-privados

Públicos que são privados:
A ADSE é um sistema injusto porque discrimina os portugueses entre funcionários do Estado e todos os outros? E, para além de injusto, implica um grande esforço financeiro ao Estado, sendo que a sua extinção permitiria poupança na despesa pública? E, em vez de extinguir, seria possível generalizar a ADSE, extinguindo apenas a sua exclusividade para funcionários públicos, dando assim liberdade de escolha na saúde aos portugueses?

O debate podia (e devia) ser esse. Mas não. Será dominado, como sempre é, pelo preconceito contra os privados que prestam serviço público. Na Saúde, e já agora na Educação, o problema dos privados que prestam serviço público é que se confunde sempre a sua natureza (privada) com o serviço que prestam (público). E, claro, o financiamento público que recebem para a prestação desse serviço com lucros. 270 milhões de euros transferidos para privados? Blasfémia. Acabe-se, então, com a coisa.

Sem comentários:

Enviar um comentário