quarta-feira, janeiro 02, 2013

Sacrilégio

Sacrilégio por André Abrantes Amaral:
São demasiados anos a exigir a quem produz que pague um Estado que poucas mais-valias apresenta. A sustentar um Estado que se transformou num verdadeiro predador de riqueza, dinamismo, ambição, trabalho e brio. A pagar um Estado que nos transformou em servidores, ao invés de nos servir.

O mesmo se passa com o conceito de causa pública: ela não visa já o respeito da individualidade, mas a sua confiscação. Não nos protege do outro, mas aliou-se a este para nos esmagar. Em 2013 vamos trabalhar para sobreviver e pagar impostos. Pagar um Estado socialista que, querendo fazer negócios, negligenciou ser o garante da justiça.

É por isso que a economia vai parar. Porque não compensa trabalhar para continuar o desperdício. A nossa vida, o nosso tempo, o nosso dinheiro, valem bem mais que o que vamos fazer durante o ano que hoje começa. Se o trabalho é sagrado porque nos realizamos nele e com ele sustentamos as nossas famílias, limitá-lo à subsistência de um Estado que não faz o que deve é um sacrilégio. Uma ofensa ao melhor que há em nós. 2013 será um bom ano, se nos mentalizarmos disto.

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