quarta-feira, fevereiro 27, 2013

a economia privada não consegue mais pagar a ideologia socialista que nos esmaga

Boa noite por André Abrantes Amaral:
O Governo falhou as previsões da execução orçamental de Janeiro deste ano. Uma análise dos números mostra o óbvio: a economia privada não consegue mais pagar a ideologia socialista que nos esmaga.

Chegámos a este ponto porque deixámos que o poder político dominasse o económico. Encarámos a economia, e o mercado, como algo intrinsecamente mau, ao mesmo tempo que vimos no estado, e nos políticos que o governam, o instrumento para corrigir os seus defeitos. Acreditámos que os homens quando faziam negócios eram naturalmente corruptos, e os que faziam política, obrigatoriamente impolutos.

Acreditámos em algo tão perigoso, que esquecemos que estávamos a destruir a liberdade. A liberdade de trabalhar, criar, investir, produzir, fabricar. A liberdade de usarmos o fruto do nosso trabalho como queremos. A liberdade de viver.

Pusemos o Estado no centro da vida. Tudo passa por ele: o emprego de metade do País; a vida cultural; a actividade económica; o ensino. Pouco resta fora da sua esfera. Entregámos-lhe os instrumentos ao nosso alcance, incluindo o futuro, e agora que não temos mais para lhe dar, não sabemos o que fazer. Há quem exija mais despesa pública, com o fito de salvar o que resta da lógica socialista. Uma ilusão que significa perpetuar o erro dos cidadãos sustentarem a máquina que os destrói.

E agora? Agora precisamos saber o que queremos da vida. Esta crise só se resolve se repensarmos as funções do Estado. Se quisermos que este garanta as liberdades individuais em vez de as oprimir. Não sufoque os indivíduos, que são a essência do País. Um Estado que veja nos cidadãos, pessoas livres e com sonhos, e não números; uma massa que segue atrás do discurso político que promete medidas que dão votos.

Precisamos de um Estado que se controle a si mesmo, refreie os ímpetos intervencionistas dos que detêm o poder, mas nunca, mesmo que à força do voto, a minha vida. Se não fizermos isto, precisaremos de uma boa dose de sorte para a noite que se aproxima.

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