domingo, fevereiro 17, 2013

Anticapitalismo pró-pobreza

Para quem acha que isto é tudo muito obscuro. A filosofia socialista-light diz que basta roubar o produto da criação da riqueza (ou a sua utilização) para um mundo maravilhoso acontecer. Os socialistas-não-envergonhados querem é a expoliação do património - do próprio stock de riqueza. Acontece que para que o dia de amanhã seja melhor do que o dia de hoje, alguém tem de absters-se de consumir, e reinvestir. Precisamente as pessoas mais brutalizadas por tanta "solidariedade". Com tanto socialismo (impostos, burocracia, justiça tipo empresa pública, corrupção, guerra de interesses privados, incerteza legislativa, corporativismo galopante, sindicalismo terrorista, constituição comuna, etc etc) só um maluco investe ou reinveste. Não é só o facto de não haver respeito por quem assume riscos - é que há mesmo um clima agressivo contra quem quer ser deixado em paz para prosperar. Acontece que a maior parte dos tugas acha bem promover agendas anticapitalistas. Depois queixam-se do desemprego, e da "austeridade", etc etc etc.

Não vale a pena fingir que temos soluções à mão para «o» problema, porque não temos por Jorge Costa:
Se é de acelerada destruição irreversível da estrutura produtiva existente que efectivamente se trata, é muito provável que o stock total de capital líquido na economia esteja a diminuir. Está? Está.
O consumo de capital anual na economia passou a ser superior ao investimento, de modo que o pouco que resta deste não chega para repor os níveis do stock. A formação líquida de capital fixo tornou-se negativa, pela primeira vez desde que há memória.
Sem novo investimento – em capital físico mas, também, obviamente humano -, capaz de alterar de facto o perfil da economia por forma a inseri-la competitivamente na economia global não haverá reversão antecipável do desemprego capaz de alterar significativamente o efeito mais dramático deste desfazer inevitável.

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