Há uma série de pessoas em Portugal que se consideram iluminadas, porque, dizem, privilegiam a “política” face ao que classificam, depreciativamente, de “financês”. Muitos deles, são pessoas que foram para Direito ou outras áreas das humanidades, não por vocação pelas letras, mas porque, durante anos, reprovavam sistematicamente a matemática, e nunca foram capazes de calcular uma raiz quadrada.
Neste tempos difíceis que vivemos, quando discutem a solução para os problemas do país, à famosa “austeridade” contrapõem, com enorme propriedade, que é no crescimento económico e na criação de emprego que devem situar-se as prioridades da política doméstica e europeia. Não explicam, porém, como é que lá se chega. Aliás, e pelo contrário, defendem a pés juntos medidas que em tudo prejudicam quer o emprego quer o crescimento económico. Quando não se sabe somar nem multiplicar, mas apenas subtrair e dividir, é fácil fazer a quadratura do círculo. Difícil, mesmo, é lidar com a crise e a catástrofe a que estes “amantes da política” nos conduziram. Seria de rir, se a situação em que estamos não fosse de chorar.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Quinta-feira, Março 07, 2013
Analfabetos financeiros
La Paliss por Rodrigo Adão da Fonseca:
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