sexta-feira, março 22, 2013

estato-dependência terminal

Cortinas de fumo criadas por pessoas de quem se esperaria que criassem cortinas de fumo por Maria João Marques:
A reforma do estado, a tal que permitiria reduzir estruturalmente a despesa e prometida em campanha eleitoral, não vai ser feita não porque PPC a tenha ingenuamente adiado tempo de mais mas porque PPC e o PSD que o apoiou nunca quis fazer qualquer reforma do estado e perder o seu ganha-pão. Sempre foi muito evidente que um PSD liderado pelo Pedro nunca poderia ter qualquer ímpeto reformista do estado. Claro que a fazer-se uma eliminação de serviços do estado e de funcionários públicos tal teria de ser feito nos primeiros meses de governo para aproveitar não só o estado de graça como o consenso nacional existente sobre a necessidade de diminuição da despesa pública (agora já ninguém pensa na despesa pública, de tão aflitos que estamos com a possibilidade de continuarmos com a nossa despesa privada). A reforma não foi feita atempadamente porque não era para fazer, preferindo-se a via de aumentos de impostos que destrói a economia mas deixa o estado incólume. A meio da legislatura lançaram esta cortina de fumo dos quatro mil milhões que teriam de ser reduzidos na despesa pública só porque já esperavam que já não houvesse qualquer aceitação da medida tanto de eleitos como de eleitores e pretendem agora desculpar-se com falta de condições políticas e económicas para mais cortes de despesa pública (que já começaram a ser adiados e mais dia menos dia serão cancelados). E os cidadãos, que dantes pediam redução de despesa, agora que pagam impostos em níveis confiscatórios impensáveis muito legitimamente não aceitam que com este confisco o estado ouse deixar de gastar dinheiro com os cidadãos e empresas fornecedoras do estado; se pagam mais, têm direito a pelo menos continuar a receber o mesmo do estado.

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