terça-feira, março 12, 2013

Fugir à seringa

Não é por aqui por André Azevedo Alves:
A via de limitar (ou, frequentemente, apenas atrasar) despesa do Estado para cumprir formalmente metas está esgotada e é um erro político grave se o Governo ainda não o compreendeu.

A única via sustentável em aberto é aplicar cortes estruturais na despesa, mas tal só é posível avançando com a reforma do Estado – em especial nas empresas públicas, nas rendas público-privadas, educação, na saúde e nas prestações sociais – que todos os interesses instalados (incluindo boa parte do PSD e do CDS) desejam evitar a todo o custo. Ainda que o custo seja o colapso do da economia portuguesa, o desemprego galopante e o empobrecimento generalizado do país para níveis impensáveis.

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