terça-feira, março 05, 2013

Investimento angolano

‘Ersatz’ por Hélder Ferreira:
.. Concordo que as classes de portugueses a que se refere não merecem nem que os próprios portugueses invistam quanto mais os angolanos. Concordo também que há má vontade relativamente ao investimento dos seus (e meus) conterrâneos mas desiluda-se, não é só o investimento com origem em Angola que é, de algum modo, "discriminado".

Há outros, como o chinês, por exemplo. Por outro lado, e ao contrário do que afirma, as "elites corruptas" portuguesas gostam do investimento angolano, com toda a certeza agradecem-no e muito. Tudo isto, caro José Ribeiro, radica num mesmo e único preconceito que como marxista conhece melhor que eu: que os investimentos e as trocas são feitas entre estados e entre Governos.

Quando na realidade são entre pessoas e empresas que a única coisa que pedem é que as deixem em paz para que possam vender, comprar e trocar. Os portugueses, meu caro, os que interessam e que não são nem mais nem menos que angolanos comuns, merecem e precisam de investimento. Venha ele de Angola, da China ou de Marte.
Justiça e crises por Carlos Leone:
O aconselhamento a investidores angolanos para não investirem em Portugal pouco importa aos seus destinatários.

Alguém imagina as fortunas de petróleo ou dos diamantes a guiarem-se por editoriais obcecados com o passado e ajustes de contas impossíveis?

Em tese, deveria ser simples e intensa a entrada de capitais angolanos na economia portuguesa: trazem liquidez muito necessária, absorvem profissionais portugueses e reduzem dependência da zona euro e suas vicissitudes; em troca internacionalizam a economia angolana, entram no mercado europeu pela via mais próxima culturalmente e fazem investimentos a preços muito atractivos. As trocas económicas crescem e os movimentos migratórios também, apesar de alguns discursos obsoletos persistirem de ambos os lados.

Sem comentários:

Enviar um comentário