domingo, abril 21, 2013

anticapitalismo cultural

O Zé não poupa por Carlos Guimarães Pinto:
Se pedir um empréstimo, o Zé é, aos olhos do estado, um pobre explorado pela banca, merecedor de benesses fiscais que o ajudem a ultrapassar as dificuldades. Se o empréstimo correr para o torto ainda pode beneficiar de algumas benesses da justiça. A justiça social assim o impõe. Já se poupar para comprar a casa, o mesmo Zé passa ao papel de rico capitalista a viver à custa dos retornos de capital.em nome da mesma justiça social, o Zé agora tem que pagar impostos sobre esses retornos. Com algum azar, se a coisa der para o torto ainda se arrisca a que ao fim de 10 anos os euros poupados se tornem em Chicos. E ninguém terá pena dele, afinal, se ele tem 60 mil euros no banco só pode ser rico, e é obrigação dos ricos contribuir para o bem comum.

O Zé, que antes estava indeciso, acabou de decidir: irá pedir um empréstimo. Acumular capital em Portugal é uma actividade de alto risco.

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