segunda-feira, abril 08, 2013

Desconstituição (5)

No seguimento de Desconstituição (4)

a esparrela:
Começa a formar-se a ideia, nos partidos do governo e na opinião pública e publicada, que a decisão do Tribunal Constitucional aponta, como forma de resolução do défice do estado, o caminho do aumento «ilimitado» de impostos, em vez da redução efectiva da despesa pública, esta essencialmente concentrada em salários e pensões que se afiguram, agora, verdadeiramente intocáveis. Perante isto, de duas uma: ou o governo cai nesta esparrela, mantém-se em funções e continua a aumentar a carga fiscal, como tem feito até aqui, ou percebe, de uma vez, que resolver os défices de curto prazo das contas do estado não é o mesmo que resolver os problemas do país. Pelo contrário, se feito novamente pela via tributária, será agravá-los irremediavelmente e, com isso, comprometer qualquer equilíbrio imaginável das contas públicas, no médio e no longo prazo.

Deste modo, é finalmente chegada a hora de ver de que massa é feito Pedro Passos Coelho.

Se é para andar ao sabor dos empurrões da oposição, fazendo, no fim de contas, o que ela quer, mais vale demitir-se e não voltar a pensar em política. Se ainda se achar útil ao país, ou consegue convencer os credores a darem-lhe prazo e condições para ajustar os seus compromissos às disponibilidades orçamentais existentes, ou, se isso não for possível, entrega o poder ao senhor Presidente da República, e ele que marque eleições, às quais apenas se deverá candidatar se tiver condições para apresentar um programa com objectivos claros, no qual terá deverá propor aos portugueses uma reforma profunda do estado, com a sua saída da maior parte dos serviços onde ainda se encontra, encerrando-os ou privatizando-os, nos casos em que isso ainda seja possível. O que ele devia ter feito há dois anos, quando dispunha de todas as condições polítacas para o fazer. Agora, provavelmente, já lá não vai.
Tempo de rupturas por Miguel Noronha:
Sejamos claros. É tempo do PSD (e já agora, o CDS) assumir que é urgente uma profunda alteração deste regime. Não podemos continuar a viver num sistema que .. outorga a certas castas o direito de viver à custa do rendimento alheio e que não obstante o continuado aumento da carga fiscal não evita falências frequentes.

Ou o PSD assume que quer cortar de vez do socialismo ou pouco se distinguirá de socialistas e comunistas. Não vale a pena alimentar fantasias ..

Se mesmo na actual conjuntura o PSD não consegue perceber isso melhor será unir-se ao PS numa grandiosa e renovada União Nacional.

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