sábado, abril 06, 2013

Desconstituição

A Bancarrota do País é Constitucionalíssima por João Cortez:
A decisão do tribunal constitucional não altera as leis da matemática e da economia (essas estão para lá de qualquer constituição) .. Contra o que os partidos da oposição podem querer fazer crer, o estado não tem uma máquina de fazer dinheiro. Cada cêntimo gasto pelo estado é um cêntimo retirado dos seus cidadãos presentes e futuros.

Pode-se sempre tentar confiscar a riqueza dos cidadãos saindo do euro e desvalorizando o escudo, ou confisca-la directamente indo ao património dos cidadãos (as contas bancárias são o alvo mais fácil)… ou então declarar bancarrota de uma vez por todas – afinal de contas, a bancarrota do país é constitucionalíssima.
Um país, duas realidades por Rodrigo Adão da Fonseca
Há que assumi-lo com frontalidade: há violação do princípio da igualdade quando parte do país tem de suportar os desvarios de um Estado que teima em não se reformar, e que usa a Constituição para proteger os seus benefícios ..

Hoje o Tribunal Constitucional mostrou como parte do país vive num profundo e objectivo egoísmo, em que a geração dos pais – certamente sem o sentir ou desejar – persiste em hipotecar o futuro dos filhos, em que uma série de gente inútil que vive na sombra do Estado continua a parasitar à custa do Portugal – ainda – produtivo, e que todos os dias “sofre” e promove todos os cortes e sacrifícios para permanecer competitivo.

Portugal não precisa de falsos consensos, mas de ideias claras, e de atacar os verdadeiros problemas. Precisamos de um novo contrato social? Sim. Mas a ruptura constitucional é inevitável, e ocorrerá, ou por iniciativa dos partidos, ou por falência do regime.

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