quinta-feira, maio 02, 2013

Estratégia para a Servidão

Sobre a “Estratégia Para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial 2013‐2020” por João Cortez:
O planeamento central parece ter uma atracção irresistível para os políticos. É surpreendente a arrogância e a pretensão dos burocratas e tecnocratas que sentados num gabinete a centenas de quilómetros de distância insistem em determinar o que é melhor para todos, como se conseguissem gerir melhor as vidas de milhões de indivíduos do que eles próprios; como se conseguissem incorporar uma quantidade infinita de informação e fazer futurologia melhor do que milhões de cidadãos – e tudo, claro está, por conta do contribuinte.
Por mais bem intencionados que as políticas e estratégias sejam, o planeamento central irá falhar sempre e irá ter efeitos negativos. Isto porque como o estado não tem fontes de financiamento que não seja impostos (a dívida pública representa impostos futuros), cada euro que o estado usa para implementar o seu plano central é um euro que é retirado a um cidadão que deixa de ter esse euro para implementar o seu plano individual. Para tornar as coisas piores, o planeador central nunca é responsabilizado nem sofre qualquer penalização pelo falhanço do seu plano – os contribuintes estarão sempre lá para pagar a fatura.

A melhor estratégia de Crescimento e Emprego que qualquer governo pode fazer – não sendo preciso nenhum estudo ou comissão – é: 1) baixar todos os impostos para todos; 2) reduzir a regulação para todas as actividades económicas; e 3) colocar a justiça a funcionar em tempo útil. A iniciativa, engenho e empreendedorismo privados tratam do resto.

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