segunda-feira, junho 03, 2013

Desconstituição (6)

Um poço sem fim por André Abrantes Amaral:
Somos escravos de uma Constituição que não se coaduna com a realidade. Que sendo interpretada da forma que foi pela maioria dos juízes do Tribunal Constitucional, acentua as desigualdades entre aqueles que, trabalhando no sector privado, podem perder o posto de trabalho e os que, estando no sector público, têm emprego para a vida. De uma Constituição baseada em preconceitos ideológicos, impregnada de um socialismo tacanho que já não só nos está a empobrecer, mas também a destruir. A destruir tudo o que foi feito desde 1974/75.

Mau pagador
De resto, de tudo isto sobra uma tremenda hipocrisia: um governo que anda há dois anos a privatizar um estaleiro naval (falido), uma companhia aérea (falida), a sucumbir aos luxos de um grupo de média estatal, a não tocar num pêlo que seja da rede pública de ensino superior, a não despedir ou a colocar em mobilidade especial um número visível dos seus funcionários públicos,e que tem sustentado a sua famosa e até agora pouco vista estratégia de corte na "despesa" na gestão de um default interno nos seus compromissos para com os seus funcionários e os pensionistas. E que agora, depois de ter somado a tudo isto brutais aumentos de impostos, se vem agora queixar olhando para a sua inépcia de que é o tribunal constitucional que não o deixa levar as suas medidas avante, quando ainda há tanto ao seu alcance a fazer.

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