terça-feira, novembro 19, 2013

O socialismo que não ousa dizer o seu nome

Leitura Dominical:
Prometo não voltar a discutir os “perigos” do fumo passivo e o direito de cada um a arruinar a sua saúde da forma que entender. Limito-me a notar uma fulminante banalidade, a de que os proprietários dos estabelecimentos em causa deviam decidir sozinhos aquilo de que a casa gasta – e os potenciais clientes apreciariam ou não. Desde que não promova actividades criminosas, género sacrifício de virgens, parece-me natural que o dono de um restaurante, afinal o sujeito que investiu no dito, possa escolher a comida que serve, os comensais que atende e os hábitos que tolera. É tão absurdo abolir o fumo quanto forçar uma casa de pasto minhota a servir chop suey no lugar de sarrabulho. Por azar, sendo o Governo o que finge não ser e o país o que é, esse dia também não tardará. E ninguém se manifestará na rua. Em Portugal, a liberdade, palavra linda, assusta mais do que o enfisema pulmonar.

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