sábado, janeiro 18, 2014

Estado destinado a falhar

Nada mudou por André Abrantes Amaral:
Nos EUA do século XIX as empresas, fossem grandes ou pequenas, não precisavam do Estado para fazerem negócios. O poder político, que apelidou esse período de selvagem, não descansou enquanto não o pôs na ordem ou, para ser politicamente correcto, o regulamentou.

Em Portugal essa mudança não foi necessária. O Estado, mesmo quando durante a monarquia constitucional acreditamos ter sido liberal, tinha uma palavra a dizer sobre os grandes investimentos que se faziam. Aquilo que a Primeira República não modificou, o Estado Novo acentuou: pouco ou nada se passava à margem do poder político para quem, o grande investimento devia ser vigiado por ter repercussões públicas. Esta lógica continuou com o 25 de Abril, reduzindo em muito o impacto político-social que se crê ter tido a revolução dos cravos. Durante as décadas que se seguiram o aval do estado tem-se mantido imprescindível para quem queira investir.
Ayn Rand escreveu no seu livro Atlas Shrugged que "(...) when you see that in order to produce, you need to obtain permission from men who produce nothing - when you see that money is flowing to those who deal, not in goods, but in favors (...) you may know that your society is doomed." Destinada a falhar. Podemos ficar impressionados com a influência económica de alguns políticos, mas mais útil que isso seria questionarmos os nossos preconceitos e percebermos o que está mal para que possamos verdadeiramente mudar.

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