segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Rant Liberal do Dia

No dia-a-dia ninguém toma diz "quem me dera que o meu supermercado de bairro fosse gerido com a repartição de finanças" ou "o que era porreiro era que as minhas contas tivessem a mesma saúde fnanceira de uma empresa pública" ou "eu queria era que os meus filhos tivessem o carácter de um presidente de câmara".

Isto porque, ideologias mais grotescas à parte, está à vista que tecnicamente é uma imbecilidade meter qualquer coisa para gerir nas mãos de políticos e burocratas.

Se o supermercado de bairro funcionasse como a repartição de finanças -- algo que aconteceria se políticos e burocratas tentassem os extremamemente exigentes sistemas de distribuição --, alguns de nós ("liberais") diriam que outro mundo é possível -- um mundo onde as pessoas não fossem obrigadas a dirigir-se ao único supermercado do bairro, e a tirar senha, e a rezar não terem deixado em casa os papéis necessários para comprar as couves e o papel higiénico.

Se o supermercado de bairro funcionasse tão bem quanto a repartição de finanças, e viesse alguém dizer que era melhor deixar as coisas com o mercado privado, não deixaria de haver quem viesse dizer o que "eles" (os "neoliberais") querem é favorecer os ricos, os poderosos, os grandes interesses; e que o resultado de tais sugestões criaria fome e pestilência, e destruiria uma das joias da coroa do "Estado Social".

Este tipo de respostas claro diz muito sobre os defensores do status quo estatista, que não suportam ver os seus miseráveis estalinismos contestados. O "dizer muito" aqui não se refere à inteligência, ou lógica, ou capacidade de argumentação, ou conhecimento, ou cultura... destes cães-de-fila bem condicionados.

O facto é que no poder, e a defender quem está no poder, há uma turba "junkie" do poder sobre os outros. São sociopatas que não concebem outra forma de viver sem sociedade sem comando estatal, um só modelo para todos, e nada contra o Estado --nem outra forma de argumentar que não seja conjurando cenários tremendistas absurdos (nb sem supermercados estatais as pessoas terão de recorrer ao canibalismo). Ora, isto é coisa de brutos.

Num tema como "Cultura", em que supostamente existe uma elite defensora da sensibilidade contra a barbárie, tamanha falta de sofisticação naturalmente emergiu - quando se argumenta que não cabe ao Estado especular em "Arte", alguns responderam que já só falta venderem os Jerónimos ou os Painéis de São Vicente de Fora.

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