terça-feira, abril 12, 2016

As engrenagens do parasitismo

As engrenagens do parasitismo:
Resumidamente, o Estado faz depender de si praticamente metade da população, sendo que, da outra metade, assegura que a maior parte não paga impostos para que não levante um motim, chegando até a dar-lhe algumas regalias, indo buscar todo o produto de que necessita à cada vez mais ténue minoria de empreendedores e trabalhadores verdadeiramente produtivos e atarefados que compõem a classe média e alta do setor privado. Mesmo assim, não vá o diabo tecê-las, inventa o conceito de retenção na fonte, escondendo da vista dos trabalhadores o assalto, fazendo depender de uma minoria ainda mais pequena, a dos patrões, o processamento de toda a papelada e trabalho burocrático que levaria qualquer cidadão comum a revoltar-se contra a canalha assaltante (de notar que as entidades reguladoras se asseguram que, ao mínimo deslize, a empresa que lute contra este inferno será atirada para um espancamento fiscal e judicial, para não mencionar reputacional, que mais nenhum empreendedor tentará a gracinha de lutar contra o processo).

Para este fim, é importantíssimo criar a ideia de que não pagar impostos não é simplesmente evitar um assalto: há que instalar na mente de todos os cidadãos que não prestar tributo ao Estado é considerar que os interesses individuais estão acima dos coletivos, é ser egoísta. Todos temos de pagar a nossa ‘justa parte’. Para os engraçadinhos que mesmo assim não se convencerem, cria o Estado um sem fim de mecanismos de deduções fiscais, que são basicamente prémios por entregar a produção privada ao gang, e que podem ser usados para gerir os incentivos (como dizem os economistas modernos), de forma a que, mais uma vez, se coloquem os cidadãos a policiar os seus próprios vizinhos. É prova disto a dedução por gastos com manutenção de veículos, gastos com cabeleireiros, os sorteios de veículos ou mesmo esse grande prémio que são os certificados de dívida do Estado! Os economistas, professores e demais intelectuais ao serviço do Estado conseguiram a grande proeza de fazer o povo acreditar que toda a sua produção é devida ao gang, e que cabe ao gang gerir e orientar as melhores formas de gerar a riqueza.

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