Na verdade falta tudo, porque ao Estado nada escapa. E eu todos os anos me interrogo porque é que em vez de andarmos a discutir este ou aquele número, a justiça deste ou daquele imposto, a relevância desta ou daquela fábrica de baterias operada por robots, não discutimos antes o seguinte: qual é a legitimidade do Estado para cobrar impostos, determinar o que estudam os nossos filhos, quantos filhos devemos ter, tratar-nos da saúde, transportar-nos, quem recebemos em nossa casa e quanto lhe cobramos, a quem damos boleia e quanto lhe cobramos, o que comemos ou o que bebemos? Era isto o que deveríamos debater até à exaustão: donde vem a legitimidade do Estado para nos saquear, se endividar em nosso nome e no fim, não satisfeito, ainda determinar onde gastamos o pouco que nos sobrou depois do assalto?
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
quarta-feira, novembro 30, 2016
donde vem a legitimidade do Estado
Tiros na água…:
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