quinta-feira, abril 06, 2017

What is Anarcho-Capitalism?


What is Anarcho-Capitalism? - Chase Rachels

De mortuis nil nisi bonum redux

De mortuis nil nisi bonum:
The Latin phrases De mortuis nihil nisi bonum (“Of the dead, nothing unless good.”) and De mortuis nil nisi bene [dicendum] (“Of the dead, nothing [spoken] unless good.”) indicate that it is socially inappropriate to speak ill of the dead.
Parece-me que este bom costume social teve origens bastante cínicas - pois em sociedades onde a violência física era mais presente, e mais generosamente distribuída, não seria boa ideia irritar os lutuosos. Não obstante, ficou, e transformou-se em bom costume. E à medida que a civilização singrou, e as interacções sociais passaram a ser cada vez mais codificadas, e porventura sujeitas a maiores tensões só libertáveis por palavras, cada vez mais a contenção se tornou marca de elegância. De facto, faz sentido o pesar pela morte de alguém querido, faz sentido a indiferença perante a morte de algum desconhecido, faz sentido deixar ir os adversários com algum fair-play.

Mas estas são boas práticas sociais. Sociais. Não "sociais" como em "rede social", que em muitos casos é o oposto ao que é "naturalmente" social - as "redes sociais" promovem um suposto contacto com imensa gente que mal conhecemos, o que dá origem a episódios socialmente pouco saudáveis - por exemplo pesares desequilibrados pela morte de alguma celebridade qualquer -- e a patologias crónicas -- por exemplo, indiferenças por milhares que são carnicariados em nome de ideologias políticas. São exemplos da utilização de uma ferramenta para a qual a psicologia humana não está preparada - quaisquer travões só existem por analogia com a "vida real". Mas, no fim do dia, as "rede sociais" (incluam-se os mass media), sendo "pouco naturais", e pouco sociais, não condicionam forçosamente a vida de ninguém.

O mesmo não acontece com a política moderna. O político, ou agente político, efectivamente é um agente de influência sobre um sistema político e burocrático que ordena a vida das pessoas. Já dizia Proudhon:

“To be GOVERNED is to be watched, inspected, spied upon, directed, law-driven, numbered, regulated, enrolled, indoctrinated, preached at, controlled, checked, estimated, valued, censured, commanded, by creatures who have neither the right nor the wisdom nor the virtue to do so. To be GOVERNED is to be at every operation, at every transaction noted, registered, counted, taxed, stamped, measured, numbered, assessed, licensed, authorized, admonished, prevented, forbidden, reformed, corrected, punished. It is, under pretext of public utility, and in the name of the general interest, to be place under contribution, drilled, fleeced, exploited, monopolized, extorted from, squeezed, hoaxed, robbed; then, at the slightest resistance, the first word of complaint, to be repressed, fined, vilified, harassed, hunted down, abused, clubbed, disarmed, bound, choked, imprisoned, judged, condemned, shot, deported, sacrificed, sold, betrayed; and to crown all, mocked, ridiculed, derided, outraged, dishonored. That is government; that is its justice; that is its morality."

Nestas condições, é apenas saudável que a política desperte paixões. O Estado é uma instituição "pouco natural" que ordena a sociedade pela força. Os seus agentes não têm escrúpulos, em vida, em serem veículos de ideias. Sobretudo ideias sobre como mandar nas pessoas. Os mesmos agentes não têm escrúpulos em "imortalizarem" os seus pares no espaço público, para memória futura das suas ideias; e quando a memória dessas ideias se torna inconveniente para o regime, não têm escrúpulo em removerem essas manifestações do mesmo espaço público, para que as ditas ideias possam cair no esquecimento.

O Estado não é civilização. Não pertence ao universo das instituições sociais. As regras sociais não se aplicam ao Estado. Nem aos seus agentes. Que se queira estender cortesias sociais ao político, é legítimo. Incluindo de mortuis nil nisi bonum. Como é legítimo não o fazer. Não é um privilégio do político ficar lavado da sua carreira, ao serviço do monopólio da violência, uma vez que tenha deixado de ser. Nem é um direito ou expectativa razoável de quem o apoiou, politicamente e socialmente, estar protegido de desagrados meramente verbais. As pessoas vão-se, as ideias para as quais contribuiram não. Compreende-se que seja desagradável, mas mais desagradável - violento - foi o poder que o político exerceu. E comparativamente e contra esse poder abusivo, quando um seu agente se vai, meras palavras desagradáveis podem não passar de um epitáfio caridoso.

Outra questão são a qualidade das ideias. Alguns políticos defendem que o Estado mantenha ou aumente o seu poder sobre as pessoas. Outros, o oposto. A justeza das ideas não é medida pela "falta de nível" de quem se regozija pelo falecimento de um adversário político. Sim é baixo fazer ainda mais baixa a baixa política com a morte de alguém, mas os fundamentais não mudaram quando uma pessoa desaparece e as ideias ficam. E as ideias combatem-se. E não com ataques - ou defesas - ad hominem. Sobretudo, também não é com falsas modéstias, e acusações que os outros são sobranceiros. Existem ideias moralmente superiores, e são as ideias da Liberdade. As demais, que se arrogam "socialmente sensíveis", não passam de doutrinas que condenam a sociedade a viver sob os diktats de um sistema disfuncional imoral desgovernado por políticos e burocratas.

É verdade que nos extremos socialistas vingam os comportamentos bárbaros, mas nos meios-caminhos há muita gente que muito dignamente todos os dias contribui para uma sociedade menos livre. Muita gente muito educada que em fóruns políticos defende as ideias moderadas, moderadamente grotescas. Porque à medida que aperta o garrote socialista, o que é moderado é cada vez mais iliberal. Em substância e em tendência. A política é cada vez mais a gestão e o exercício do que socialmente seria inadmissível.

O unanimismo beneficia sobretudo esse status quo. Estatista. O unanimismo confere a todos uma aura de respeitabilidade que não tinham nem passaram a ser. É importante que as paixões sejam libertadas, nem que sejam negativas, nem que sejam reservadas só a quem afronta o sistema socialista, para que o respeitinho pelo estatismo não passe a ser a norma.

Dividir e Parasitar - modus operandi da esquerda

Não só em temas de "raça" mas também em temas sócio-económicos, religiosos, filosóficos, de princípios, etc,


Dead Wrong™ with Johan Norberg - Identity Politics on the Left and Right

How We Will Win

How We Will Win:
Back in 1992, in the last years of Murray Rothbard’s life, the brilliant founder and leading theoretician of the modern libertarian movement gave a speech before the first meeting of the John Randolph Club, a convergence of libertarians and paleoconservatives. Entitled “A Strategy for the Right,” it outlined the means by which a united paleo-libertarian movement could take back the country. I won’t try to summarize what he said in that seminal talk here, except to say it was vintage Rothbard, and that it ended on a characteristically optimistic note in which he seemed to foresee the possibilities that are opening up before us today:
“When I was growing up, I found that the main argument against laissez-faire, and for socialism, was that socialism and communism were inevitable: ‘You can’t turn back the clock!’ they chanted, ‘you can’t turn back the clock.’ But the clock of the once-mighty Soviet Union, the clock of Marxism-Leninism, a creed that once mastered half the world, is not only turned back but lies dead and broken forever. But we must not rest content with this victory. For though Marxism-Bolshevism is gone forever, there still remains, plaguing us everywhere, its evil cousin … well, let’s just call it ‘Menshevism,’ or ‘social democracy.’

“Social democracy is still here in all its variants, defining our entire respectable political spectrum, from advanced victimology and feminism on the Left over to neoconservatism on the Right. We are now trapped, in America, inside a Menshevik fantasy, with the narrow bounds of respectable debate set for us by various brands of Marxists. It is now our task, the task of the resurgent right, of the paleo movement, to break those bonds, to finish the job, to finish off Marxism forever.”