A figura acima é tirada de um
episódio do South Park e costuma ser usada para parodiar
business plans absurdamente optimistas. Ora, se
a country is not a company, e portanto não se exige ao Estado que tenha um
business plan, há muita gente que cultiva o
pensamento mágico exemplificado na figura. Mais concretamente, hoje em dia o pensamento é:
Fase 1. cumprir o acordo com a troika;
Fase 2. ???
Fase 3. recuperação económica!
As pessoas pensam assim porque 1) acreditam que "o FMI" vem cá "consertar isto" 2) há muito que acreditam em soluções
deus ex machina 3) estão deseducadas dos mecanismos de
criação de prosperidade (como é atestável por mais de três décadas de estatismo).
Algumas pessoas "sabem" intuitivamente o que o Estado tem de fazer - "apostar" na agricultura nacional, no turismo nacional, na capacidade exportadora nacional. Estes
voodoos até podem ser benéficos, particularmente aos políticos e burocratas. Contudo, e apesar das
boas intenções, só aprofundariam a obsolescência da economia nacional.
Outras pessoas acreditam que "o exterior" sabe o que o Estado tem de fazer - porque "nós" somos incapazes. E como é possível que "o exterior" não esteja coordenado, e que agências de
rating torpedeiem a troika? O exterior, claro, é
agora visto como um panteão de entidades que se guerreiam, e a solução é "Portugal" escolher bem um "protector". Trágico e patético.
Os portugueses
querem ser marionetas neste teatro do absurdo estatista, e não faltará trabalho aos salvadores da pátria, dentro e fora do país. Ainda nem chegámos à fase 2 — a auto-sabotagem ainda agora começou.
[ publicado n'
O Insurgente ]